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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Paradóxos do descobrimento



Isso não é mais com os outros. Não é mais questão de fingir ser, para mostrar diferença. Não é mais questão de querer sentir, porque os outros já sentiram. É questão interna de descobrir a verdade.
 Não a verdade falada pelos outros, sentida pelos outros... nada haver com os outros, agora, tinha haver com existir, tinha haver comigo.
 Um despertar ocorreu, não daqueles que vem e logo se dissipam, era um despertar que me causara medo por ser real.
 Não  era mais questão de querer que existisse, agora existia. Na verdade sempre existiu. Não era como nos livros que li, mas é o mais perto que posso chegar de uma história fora dos padrões normais, fora do comum, fora de tudo, fora da Terra, ou apenas meus olhos puderam enxergar, que isso era o mais perto que eu poderia chegar de qualquer história que quisesse viver. E isso custava apenas... minha própria vida.
 Não queria pensar como tudo mundo me fizera pensar até agora, não com essa visão limitada focada em seus próprios interesses terrestres, eu queria descobrir tudo sozinha com ele. Algo próprio, diferente, uma experiência única no universo, que é salvar minha própria vida. E não são meus interesses afinal?!
 O mundo ilusionário sempre me foi mais atraente do que o real, e o mais perto que posso chegar dele é me abrindo para isso. Quero descobrir... quero que ele me diga... independente de local os palavras ditas, perdoe-me por não saber orar, só quero saber oque havia antes, e quanto tempo essa demora ainda vai continuar.
 Deus é o mais perto que tenho desse mundo, para o qual sempre quis ser a personagem principal,não sei porque não sou um Querubim ou Serafim, mas queria poder ver um, ao menos para sentir que existe algo além da realidade que me ronda. Saber oque há além do que vejo ou sinto, poder descobrir com os olhos fechados oque é ser e estar...sentir...
 Não apenas palavras ditas, mas sim, uma experiência real, que nem mesmo minhas orações  mais profundas já me causaram... Algo sublime...Quase como o próprio paraíso.
 Perdoe-me por não entender, até mesmo por questionar, ou por ser assim...tão...profunda. Mas quero saber qual o verdadeiro significado...Afinal és o próprio amor...então me faça sentir. Não digo como desafio, ou por dúvida de tamanho poder...mas... necessito de uma parte real dos meus pensamentos, quase que uma súplica, é uma súplica.
 Talvez eu fique sem entender oque há atrás da física quântica e seus paradoxos, afinal, nem mesmo sei quais são os meus. Porém peço que  esteja aqui, que me faça sentir, para além de uma página, que me leve pra conhecer, por piedade se puder, e claro que pode! Só esteja aqui... e está! Só me faça sentir... e está! Só mostre ao meu eu...só seja ele ... e é... Deus!

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