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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ser que não entendo


( Ao som de The XX)

 Parece que há várias vidas venho tentando decifrar o que é a minha própria. A ponto de estar sem ideia para descrever o grande martelar que se instaura em mim... Que sou eu.
 Em meio a todos aqueles labirintos que me engoliam diariamente sugando minha mente, roubando minha liberdade... Hoje pude ter o privilégio de me encontrar comigo... Uma descoberta, uma vez que, me tinha perdido no meio de querer ser/impressionar a tantos... todos. Peguei-me de surpresa.
 E foi ali, ao longo das colinas verdes, percebi um dia nublado... Do alto, tenho visto o reflexo da minha alma. Era incrível como aquele crepúsculo parecia ter sido pintado com todas as cores sombrias dentro de mim... e como estavam coloridas naquele final de tarde.
 Paradoxo! Era incrível me ver dali. O vento, a floresta, o concreto que não estava mais lá... e aquele céu...Eu era incrível.
Vi todos os meus choros, desencantos e desencontros. Juntos, separados, términos e para sempres... Estava vendo minha vida ao som de The XX.
 O que eu era? A composição de todas as brincadeiras da infância... Todos os choros da adolescência... Sonhos latentes em meus olhos, que não disfarçavam o encanto em ver um novo mundo... Risos... Amigos... Morte... Vida... Paralelos... Dor...
 E por que eu me encantava pelo que não podia ter?! Eu mais do que ninguém sabia que era suicídio, tentar fazer aquilo tantas vezes, e talvez, bem provavelmente eu gostasse de me sentir daquele jeito... Infinita. Procurando algo que não poderia ser meu. Era completamente admirável então ser observadora.

Profundidade era o termo. Ao longo dos anos, questiono o motivo de ser assim... profunda, a ponto de me perder, mesmo tentando me encontrar. E, se mais alguém era capaz de sentir o que pulsava dessa minha alma... Seria alguém capaz de sentir? De se encantar?
 E como era encantador. As palavras que eram meu mais belo dom. Meus tantos mundos paralelos que gritavam para ocuparem um lugar nessa inexorável realidade. Sonhos flutuantes. Mil pensamentos... Essência.
 O mundo acabava e se desfazia a cada novo tom... batida... do meu ser.
 O que era mesmo então que eu estava procurando ali em cima? Simplesmente alguém para admirar a mesma paisagem que eu. Era loucura, inacreditável, improvável, impossível. Muito peculiar para meros mortais verem, não conseguiriam enxergar.
 O que tenho visto em mim, causaria medo... é fascinante. Talvez por isso eu tenha morrido diariamente, tantas vezes... do meu nascimento até agora. Será tão impossível assim te achar então?  Na busca por mim, descubro cada vez mais que é dos seus olhos que preciso saber a cor... ou se realmente existem.
 Apenas exista e suba esta colina... Ela é pintada com nosso futuro caso eterno.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Amor distante




Eternidade...
Isso foi ontem, mas para um coração esquisito como o meu foi a uma eternidade.
Ele ficou até agora, em silêncio sem falar o que quer que seja , e por mais que ele esteja longe (o caso de amor mais longe que eu já inventei),  quero sentir mais uma risada, daquelas que você dá quando ama o sarcasmo de alguém, quando já se acostumou, quase um vício, o contato diário.
Maldita foto!
Amaldiçoou!
Ele me mostra uma foto sua - aqueles olhos azuis, me dizendo que irá me maltratar - e eu fico completamente perdida. Perdi todo o meu disfarce perante aqueles olhos... Os que sempre almejei. E então, eu já não sabia mas se amava aquele sarcasmo, já o quase  odiara por ser apenas brincadeira, toda aquela história. Naquele momento perdida no oceno de seu olhar, eu só queria que fosse verdade.
Perdi a concentração...
Meu plano estava sendo pondo em risco...
Mas eu não sempre quis me apaixonar por alguém assim?
Não!
Não assim, a quilômetros de distância. E ainda mais, seu natural frio me revelava que seu eu não percebia esse milênio de horas que haviam se passado.
Logo eu, que sou tão ansiosa, isso me mata. Vários porquês entrando e saindo nos pensamentos, mas um sempre prevalecia: por que você não dá o ar de sua graça?
Droga!
Amaldiçoou você! Não era pra ser assim! Eu deveria ter o controle da situação! Eu estava sob o controle; até você me mostrar seus olhos azuis.
Agora tenho medo de te assustar. Odeio ter mentido pra você. Eu pensei que nosso caso de "amizade" não duraria, mas na verdade você desde o início, tinha a cara de quem quebraria a minha.
Agora continuo no dilema: Oque devo fazer? Ainda estou perdida, sem bússola alguma, seu mar é muito azul e estou encantada... Será que perdi alguma pista?
Droga de novo!
Odeio não poder te entender direito, brincar com as palavras, esse é o meu dom. Talvez por isso você esteja me desarmando... Estou sem minhas melhores táticas... E você optou pela pior estratégia... A espera.